Curso online • ao vivo

Inferências na Dislexia e no TDL:
mesma falha.
mecanismos diferentes.

Avaliação e intervenção da compreensão leitora por raciocínio de mecanismo.

Uma mesma resposta errada em uma tarefa inferencial pode ter origens diferentes. Aprenda a identificar o mecanismo envolvido e relacioná-lo ao perfil leitor, à avaliação e às possibilidades de intervenção.

18 e 25 de novembro e 02 de dezembro19h às 22h9 horas • ao vivo
Quero participar Acesso à gravação por 180 dias

Com Dra. Adriana Kida e Dra. Carolina Carvalho

Fragmento textual

“O menino esqueceu o guarda-chuva. Ao chegar à escola, sua camiseta estava molhada.”

TextoConexãoContexto

Por que ele estava molhado?

A resposta final, sozinha, não revela qual mecanismo produziu a dificuldade.

A questão central

A resposta pode ser a mesma.
O mecanismo por trás dela, não.

“Trabalhar inferência” aparece com frequência nos planejamentos. O problema começa quando diferentes dificuldades são tratadas como se tivessem a mesma origem.

Na dislexia, relações inferenciais podem estar preservadas na escuta, mas a decodificação pode aumentar a demanda sobre a memória de trabalho diante do texto escrito.

No TDL, a dificuldade pode estar na própria construção da conexão, envolvendo vocabulário, sintaxe e conhecimento prévio. Há ainda leitores que mobilizam pouco a busca por coerência.

Três leitores.Uma resposta errada.Mecanismos diferentes.

O problema

Quando olhar apenas para o acerto ou o erro não é suficiente

Em avaliações de compreensão leitora, duas crianças podem errar exatamente a mesma questão inferencial. O resultado superficial é semelhante.

Mas a pergunta relevante para a tomada de decisão é outra:

Por que este leitor não inferiu?

A dificuldade pode estar na mobilização da inferência, na habilidade necessária para conectar informações ou na sobrecarga imposta pela tarefa. Também entram características do texto — distância, densidade e gênero — e do leitor — linguagem, conhecimento prévio e memória de trabalho.

Resposta incorreta

O leitor...

Não mobiliza?
Não consegue?
Não aguenta?

A falsa solução

“Trabalhar inferência” não define, sozinho, o que precisa ser trabalhado.

Aplicar mais perguntas inferenciais ou repetir exercícios do mesmo tipo não necessariamente esclarece por que aquele leitor está falhando.

A intervenção depende do mecanismo predominante. Sobrecarga produzida pela leitura, dificuldade linguística para conectar informações e padrão de coerência pouco exigente demandam decisões diferentes.

Antes de escolher a estratégia,
é preciso localizar o mecanismo.

O conceito central do curso

Três caminhos para compreender a falha inferencial

01

Não mobiliza

O leitor dispõe dos recursos, mas não ativa espontaneamente a busca pela conexão necessária.

padrão de coerênciaativação de conhecimentomonitoramento
02

Não consegue

As informações necessárias não são adequadamente conectadas.

linguagemvocabuláriosintaxeconectivosconhecimento prévio
03

Não aguenta

A operação existe, mas a demanda cognitiva ultrapassa os recursos disponíveis naquele momento.

decodificaçãomemória de trabalhodistância entre informaçõesdensidade textual

O curso ensina a cruzar esses mecanismos com os fatores do texto e do leitor.

Do resultado ao mecanismo

Interpretar o desempenho para além do escore

Erro em questão inferencial
Tipo de inferênciaModalidadeDemanda do textoRecursos linguísticosMemória de trabalhoConhecimento prévioPadrão de coerência
Mecanismo predominanteAlvo de intervençãoEstratégia

É essa decomposição que permite interpretar o desempenho para além do escore e selecionar intervenções compatíveis com o mecanismo observado.

O que o curso entrega

Você vai aprender a interpretar a inferência para além do “faz ou não faz”.

01

Definir e classificar diferentes tipos de inferência.

02

Reconhecer quais inferências são necessárias para a construção da coerência textual.

03

Diferenciar inferências de coesão e elaborativas.

04

Analisar inferências automáticas e estratégicas.

05

Diferenciar os mecanismos “não mobiliza”, “não consegue” e “não aguenta”.

06

Relacionar fatores do texto e do leitor ao desempenho inferencial.

07

Interpretar instrumentos de avaliação da compreensão leitora para além do escore.

08

Realizar sondagem qualitativa do mecanismo envolvido na falha.

09

Diferenciar padrões encontrados na dislexia, no TDL, na coocorrência e no mau compreendedor específico.

10

Selecionar e sequenciar possibilidades de intervenção de acordo com o mecanismo predominante.

11

Redigir a interpretação da dificuldade inferencial no relatório fonoaudiológico.

Uma mesma inferência em diferentes quadros

A mesma dificuldade aparente pode ocupar lugares diferentes em cada perfil leitor.

Dislexia

Decodificação, memória de trabalho, modalidade escrita e processamento inferencial.

TDL

Vocabulário, sintaxe, conectivos, conhecimento prévio e construção das relações linguísticas.

Dislexia + TDL

Sobreposição de mecanismos e necessidade de estabelecer prioridades na intervenção.

Mau compreendedor específico

Padrão de coerência, monitoramento e mobilização estratégica das inferências.

Os mecanismos devem ser investigados no contexto da avaliação de cada leitor. Os quadros representam os eixos discutidos no curso e não substituem a análise individual.

Entregáveis

Você não termina o curso apenas com conteúdo teórico.

Quadro de classificação de inferências

Definições e exemplos em português brasileiro.

Árvore de decisão

“Não mobiliza, não consegue ou não aguenta?”, com indicadores observáveis associados a cada possibilidade.

Sondagem inferencial + grade de análise qualitativa

Para analisar o desempenho nos principais instrumentos avaliativos.

Matriz

Perfil → mecanismo → alvo → técnica, com organização das possibilidades discutidas para diferentes quadros leitores.

Para quem é o curso

Para quem quer compreender o que existe por trás da resposta.

Formação de atualização direcionada principalmente a fonoaudiólogos clínicos que atuam com linguagem escrita, compreensão leitora, dificuldades de leitura e escrita, Dislexia e TDL.

Também é de interesse para:

  • → Psicopedagogos
  • → Neuropsicólogos
  • → Professores que atuam diretamente com compreensão leitora e dificuldades de leitura e escrita

Professoras

Com quem você vai aprender

Foto da professora

Dra. Adriana Kida

Titulação da professora

Espaço reservado para minicurrículo de 3–4 linhas. Insira aqui a formação, a experiência clínica e as principais áreas de atuação da professora.

Foto da professora

Dra. Carolina Carvalho

Titulação da professora

Espaço reservado para minicurrículo de 3–4 linhas. Insira aqui a formação, a experiência clínica e as principais áreas de atuação da professora.

18 e 25 de novembro e 02 de dezembro

PROGRAMA DO CURSO

Objetivos de aprendizagem

  • Definir inferência como operação de conexão — entre segmentos do texto e entre texto e conhecimento prévio.
  • Classificar as inferências e reconhecer quais são obrigatórias para a coerência e quais são opcionais.
  • Situar a inferência no modelo de construção-integração como a ponte entre base textual e modelo de situação.

Investimento

Prepare-se para decidir com base no mecanismo.

Uma formação objetiva e aplicável, com material prático para usar na avaliação e na intervenção da compreensão leitora.

  • 9 horas de formação online ao vivo com as professoras
  • Acesso às gravações por 180 dias
  • Quadro de classificação de inferências e árvore de decisão
  • Matriz perfil → mecanismo → alvo → técnica
  • Sondagem inferencial e grade de análise qualitativa
  • Certificado de conclusão

Formação online • ao vivo

18 e 25 de novembro e 02 de dezembro

19h às 22h • 9 horas • acesso por 180 dias

Investimento

R$ 349

à vista

ou em 12x de R$ 29,08 sem juros

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