Não mobiliza
O leitor dispõe dos recursos, mas não ativa espontaneamente a busca pela conexão necessária.
Avaliação e intervenção da compreensão leitora por raciocínio de mecanismo.
Uma mesma resposta errada em uma tarefa inferencial pode ter origens diferentes. Aprenda a identificar o mecanismo envolvido e relacioná-lo ao perfil leitor, à avaliação e às possibilidades de intervenção.
Com Dra. Adriana Kida e Dra. Carolina Carvalho
Fragmento textual
“O menino esqueceu o guarda-chuva. Ao chegar à escola, sua camiseta estava molhada.”
Por que ele estava molhado?
A resposta final, sozinha, não revela qual mecanismo produziu a dificuldade.
A questão central
“Trabalhar inferência” aparece com frequência nos planejamentos. O problema começa quando diferentes dificuldades são tratadas como se tivessem a mesma origem.
Na dislexia, relações inferenciais podem estar preservadas na escuta, mas a decodificação pode aumentar a demanda sobre a memória de trabalho diante do texto escrito.
No TDL, a dificuldade pode estar na própria construção da conexão, envolvendo vocabulário, sintaxe e conhecimento prévio. Há ainda leitores que mobilizam pouco a busca por coerência.
O problema
Em avaliações de compreensão leitora, duas crianças podem errar exatamente a mesma questão inferencial. O resultado superficial é semelhante.
Mas a pergunta relevante para a tomada de decisão é outra:
Por que este leitor não inferiu?
A dificuldade pode estar na mobilização da inferência, na habilidade necessária para conectar informações ou na sobrecarga imposta pela tarefa. Também entram características do texto — distância, densidade e gênero — e do leitor — linguagem, conhecimento prévio e memória de trabalho.
Resposta incorreta
O leitor...
A falsa solução
Aplicar mais perguntas inferenciais ou repetir exercícios do mesmo tipo não necessariamente esclarece por que aquele leitor está falhando.
A intervenção depende do mecanismo predominante. Sobrecarga produzida pela leitura, dificuldade linguística para conectar informações e padrão de coerência pouco exigente demandam decisões diferentes.
O conceito central do curso
O leitor dispõe dos recursos, mas não ativa espontaneamente a busca pela conexão necessária.
As informações necessárias não são adequadamente conectadas.
A operação existe, mas a demanda cognitiva ultrapassa os recursos disponíveis naquele momento.
O curso ensina a cruzar esses mecanismos com os fatores do texto e do leitor.
Do resultado ao mecanismo
É essa decomposição que permite interpretar o desempenho para além do escore e selecionar intervenções compatíveis com o mecanismo observado.
O que o curso entrega
Definir e classificar diferentes tipos de inferência.
Reconhecer quais inferências são necessárias para a construção da coerência textual.
Diferenciar inferências de coesão e elaborativas.
Analisar inferências automáticas e estratégicas.
Diferenciar os mecanismos “não mobiliza”, “não consegue” e “não aguenta”.
Relacionar fatores do texto e do leitor ao desempenho inferencial.
Interpretar instrumentos de avaliação da compreensão leitora para além do escore.
Realizar sondagem qualitativa do mecanismo envolvido na falha.
Diferenciar padrões encontrados na dislexia, no TDL, na coocorrência e no mau compreendedor específico.
Selecionar e sequenciar possibilidades de intervenção de acordo com o mecanismo predominante.
Redigir a interpretação da dificuldade inferencial no relatório fonoaudiológico.
Uma mesma inferência em diferentes quadros
Decodificação, memória de trabalho, modalidade escrita e processamento inferencial.
Vocabulário, sintaxe, conectivos, conhecimento prévio e construção das relações linguísticas.
Sobreposição de mecanismos e necessidade de estabelecer prioridades na intervenção.
Padrão de coerência, monitoramento e mobilização estratégica das inferências.
Os mecanismos devem ser investigados no contexto da avaliação de cada leitor. Os quadros representam os eixos discutidos no curso e não substituem a análise individual.
Entregáveis
Definições e exemplos em português brasileiro.
“Não mobiliza, não consegue ou não aguenta?”, com indicadores observáveis associados a cada possibilidade.
Para analisar o desempenho nos principais instrumentos avaliativos.
Perfil → mecanismo → alvo → técnica, com organização das possibilidades discutidas para diferentes quadros leitores.
Para quem é o curso
Formação de atualização direcionada principalmente a fonoaudiólogos clínicos que atuam com linguagem escrita, compreensão leitora, dificuldades de leitura e escrita, Dislexia e TDL.
Também é de interesse para:
Professoras
Titulação da professora
Espaço reservado para minicurrículo de 3–4 linhas. Insira aqui a formação, a experiência clínica e as principais áreas de atuação da professora.
Titulação da professora
Espaço reservado para minicurrículo de 3–4 linhas. Insira aqui a formação, a experiência clínica e as principais áreas de atuação da professora.
18 e 25 de novembro e 02 de dezembro
Objetivos de aprendizagem
Investimento
Uma formação objetiva e aplicável, com material prático para usar na avaliação e na intervenção da compreensão leitora.
Formação online • ao vivo
18 e 25 de novembro e 02 de dezembro
19h às 22h • 9 horas • acesso por 180 dias
Investimento
R$ 349
à vista
ou em 12x de R$ 29,08 sem juros
Pagamento processado em ambiente seguro da Focus Online.